FLORESTA ESTADUAL DE MOGI GUAÇU: UMA AÇÃO PARA A CONSERVAÇÃO DA BIODIVERSIDADE NO SUDESTE DO BRASIL
DOI:
https://doi.org/10.24278/rif.2026.38e980Palavras-chave:
Unidades de conservação, Planejamento ambiental, Cerrado, Mata Atlântica, Estação experimental, Plano de manejo, Vegetação nativaResumo
A Estação Experimental de Mogi Guaçu é zona de amortecimento prioritária de duas unidades de proteção integral adjacentes (Reserva Biológica e Estação Ecológica de Mogi Guaçu). As três unidades integram a Fazenda Campininha, como é conhecida regionalmente. Foi estabelecido no plano de manejo, aprovado pelo Conselho Estadual do Meio Ambiente do Estado de São Paulo, que a estação experimental fosse categorizada para floresta estadual, segundo a legislação, visando aumentar a conservação da biodiversidade e dar maior proteção às unidades de conservação. Neste trabalho foram levantados dados histórico-documentais inéditos e as fisionomias vegetais atuais da Fazenda Campininha, para demonstrar a vocação conservacionista e a adequação à legislação que justifiquem a categorização da Estação Experimental em Floresta Estadual. Os resultados demonstram que a Estação Experimental possui atributos para ser categorizada como Floresta Estadual e que essa medida, além de se adequar ao plano de manejo, é necessária e contribui para maximizar ganhos ambientais, tanto para a comunidade local quanto para o estado de São Paulo.
Downloads
Referências
Brasil. 2000. Lei nº 9.985 de 18 de julho de 2000 – Regulamenta o artigo 225, §1º, incisos I, II, III e VII da Constituição Federal, institui o Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza e dá outras providências. Diário Oficial da União, Seção 1, 138: 1-8.
Brasil. 2022. Portaria GM/MMA nº 300 de 13 de dezembro de 2022 – Reconhece a Lista Nacional de Espécies Ameaçadas de Extinção. Diário Oficial da União, Seção 1, 234: 75-118.
Coutinho LM. 2002. O bioma cerrado. In: Klein AL (Org.). Eugen Warming e o cerrado brasileiro: um século depois. São Paulo: UNESP, Impressa Oficial do Estado. p. 77-92.
Dahanayake AC, Webb JA, Greet J, Brookes JD. 2024. How do plants reduce erosion? An Eco Evidence assessment. Plant Ecology 225: 593–604.
Durigan G, Siqueira MF, Franco GADC. 2007. Threats to the Cerrado remnants of the State of São Paulo, Brazil. Scientia Agricola 64(4): 355-363
Eiten G. 1963.Habitat flora of Fazenda Campininha, São Paulo, Brazil. In: Ferri MG (Coord.). Simpósio sobre o Cerrado. São Paulo: Edgard Blücher e EDUSP. p.179-231.
Falcão KS, Panachuki E, Monteiro FN, Menezes RS, Rodrigues DBB, Sone JS, Oliveira PTS et al. 2020. Surface runoff and soil erosion in a natural regeneration area of the Brazilian Cerrado. International Soil and Water Conservation Research 8(2): 124-130.
Fundação SOS Mata Atlântica, Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais – INPE. 2024. Atlas dos remanescentes florestais da Mata Atlântica: Período 2022-2023. São José dos Campos: INPE. Disponível: http://mtc-m21d.sid.inpe.br/ibi/sid.inpe.br/mtc-m21d/2024/09.09.13.41?forcehistorybackflag=1&parentidentifiercitedby=8JMKD3MGP3W34T/4C26B5L&forcerecentflag=0&searchinputvalue=&languagebutton=pt-. Acesso em: 5 nov. 2025.
Giudice Neto J, Pinto MM, Rossi L, Zaidan LBP, Mota IS, Pereira PRB, Gonçalves EAG. 2015. Plano de manejo integrado das unidades de conservação: Reserva Biológica e Estação Ecológica de Mogi Guaçu. São Paulo: Instituto de Botânica e Instituto Florestal. 2 vol.
Gonçalves PC, Oliveira LL, Mont Serrath PO. 2020. São Paulo e os sentidos da colonização. História (São Paulo) 39: e20202030. DOI: 10.1590/1980-4369e2020020
IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. 2012. Manual técnico da vegetação brasileira. 2 ed. Rio de Janeiro: IBGE. 272 p.
INPE - Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais. 2025. Catálogo CBERS e Amazônia 1. Disponível: https://www.dgi.inpe.br/catalogo/explore. Acesso em: 16 set. 2025.
Instituto Florestal. 2020. Inventário florestal do estado de São Paulo: Mapeamento da cobertura vegetal nativa. São Paulo: Instituto Florestal e Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente. 40p.
Jardim Botânico do Rio de Janeiro. 2025. Flora e funga do Brasil. Disponível: < http://floradobrasil.jbrj.gov.br/ >. Acesso em: 23 out. 2025
Machado RB, Ramos-Neto MB, Pereira PGP, Caldas E, Gonçalves DA, Santos NS, Tabor K, Steininger M. 2004. Estimativas de perda da área do Cerrado Brasileiro. Relatório Técnico. Brasília: Conservação Internacional. Disponível: https://jbb.ibict.br/handle/1/357. Acesso em 5.nov.2025.
Marconi MA, Lakatos EM. 2017. Fundamentos de metodologia científica. 8.ed. São Paulo: Atlas. Disponível: Fundamentos De Metodologia Cientfica 8. Ed. Www.meulivro.biz : Free Download, Borrow, and Streaming : Internet Archive. Acesso em 29.abr.2026.
Medeiros JD. 2011. Guia de campo: vegetação do Cerrado 500 espécies. Brasília: MMA/SBF. 532p.
Myers N, Mittermeier RA, Mittermeier CG, Fonseca GAB, Kant J. 2000. Biodiversity hotspots for conservation priorities. Nature 403: 853-858.
Perrota MM, Salvador ED, Lopes RC, D’agostinho LZ, Chieregati LA, Peruffo N, Gomes SD, Sachs LLB, Meira VT, Garcia MGM, Lacerda Filho JV. 2005. Mapa geológico do estado de São Paulo –escala 1:750.000. São Paulo: CPRM.
Pinto MM, Struffaldi-de Vuono Y. 1992. O Cerrado da Reserva Biológica de Mogi-Guaçu: Manutenção e supervisão da pesquisa. Revista do Instituto Florestal (Ed. Especial) 4: 925-929.
Pinto MM, Giudice Neto J, Parente PR, Silva DA. 2009. Unidades de conservação de Mogi-Guaçu: Diagnóstico ambiental e ações de manejo integrado necessários à conservação da biodiversidade e uso público. In: Mantovani, M.S.M; Glezer, R. (Org.). Parques Urbanos: preservação e lazer nas áreas públicas. São Paulo: Planetaterra. p. 221-236.
Rodrigues EA. 2022. As florestas paulistas esquecidas: uma contribuição para o manejo e a gestão sustentável de florestas públicas. Tese de Doutorado, Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares, São Paulo.
Rodrigues RS. 2013. A Tribo Paniceae s.l. (Poaceae - Panicoideae) na Reserva Biológica de Mogi-Guaçu. Dissertação de Mestrado, Instituto de Botânica, São Paulo.
Rossi M. 2017. Mapa pedológico do estado de São Paulo: revisado e ampliado. São Paulo: Instituto Florestal. 118p.
São Paulo (Estado). 1911. Decreto Estadual n° 2020 de 28 de março de 1911. Crea os núcleos coloniais “Conde de Parnahyba”, “Visconde de Indaiatuba” e “Martinho Prado Júnior”. Diário Official do Estado de São Paulo, 70: 1331.
São Paulo (Estado). 1933a. Parecer nº 537 da Secretaria da Agricultura ao Conselho Consultivo do Estado de São Paulo, Sessão de 25 de abril de 1933. Proposta de aquisição da Fazenda Santa Gabriela, no valor de 600:000$000. Jornal do Estado, Diário do Executivo, 94: 25-26.
São Paulo (Estado). 1933b. Decreto Estadual nº 5.901 de 29 de abril de 1933. Autoriza a aquisição da fazenda "Santa Gabriela", situada em Sertãozinho e de propriedade do Banco do Estado de São Paulo, para nela ser instalada uma fazenda experimental de criação, subordinada à Diretoria de Industria Animal da Secretaria da Agricultura, Industria e Comercio, e dá outras providencias. Jornal do Estado, Diário do Executivo, 99: 17.
São Paulo (Estado). 1942. Decreto Estadual nº 12.500 de 7 de janeiro de 1942. Declara o imóvel situado na Estação de Pádua Salles, no municipio de Mogi-Guassú e comarca de Mogi Mirim, necessário à conservação da flora e fauna do Estado. Diário Oficial do Estado de São Paulo, Diário do Execcutivo, 6: 2.
São Paulo (Estado). 1943. Decreto-lei Estadual nº 13.213 de 8 de fevereiro de 1943. Distribue as atribuições conferidas ao Estado de São Paulo para execução do Código Florestal no seu território, cria a Polícia Florestal e dá outras providências. Diário Oficial do Estado de São Paulo, Diário do Executivo, 32: 1-2.
São Paulo (Estado). 1945. Decreto-lei Estadual nº 15.143 de 19 de outubro de 1945. Dá nova organização ao Serviço Florestal. Diário Oficial do Estado de São Paulo, Diário do Executivo, 231: 1.
São Paulo (Estado). 1948. Projeto de Lei nº 159. Diário Oficial do Estado de São Paulo, Diário da Assembleia, 107: 13.
São Paulo (Estado). 1949a. Veto do Sr Governador ao Projeto de Lei nº 159 de 1948. Diário Oficial do Estado de São Paulo, Diário da Assembleia, 1: 27.
São Paulo (Estado). 1949b. Projeto de Lei nº 173 de 1949. Autoriza o Governo a dividir a Fazenda Campininha, no municipio de Mogi-Guaçu, em pequenos lotes para serem vendidos a pequenos agricultores. Diário Oficial do Estado de São Paulo, 82:27-28.
São Paulo (Estado). 1950. Votação do veto total do Sr Governador ao Projeto de Lei nº 173 de 1949. Diário Oficial do Estado de São Paulo, 89:22-23.
São Paulo (Estado). 1955. Transcrição do discurso do deputado Nagib Chaib. Encaminha projeto de lei que autoriza o executive estadual a lotear e vender um próprio do Estado, denominado Fazenda Campininha, em Mogi Guaçu. Diário Oficial do Estado de São Paulo, 105: 36.
São Paulo (Estado). 1956. Transcrição do discurso do deputado Cid Franco. Diário Oficial do Estado de São Paulo, 93:45
São Paulo (Estado). 1961. Decreto Estadual nº 38.391 de 3 de maio de 1961. Altera a nomenclatura de dependências do Serviço Florestal da Secretaria de Estado dos Negócios da Agricultura e dá outras providências. Diário Oficial do Estado de São Paulo, Diário do Executivo, 97: 2-3.
São Paulo (Estado) 1970a. Decreto Estadual nº 52.370 de 26 de janeiro de 1970. Transforma o Serviço Florestal, da Secretaria da Agricultura, em Instituto Florestal e dá outras providências correlatas. Diário Oficial do Estado de São Paulo, Diário do Executivo, 18: 4.
São Paulo (Estado). 1970b. Portaria da Coordenadoria da Pesquisa dos Recursos Naturais de 5 de fevereiro de 1970. Dispõe sobre delimitação das áreas de atuação das seções técnicas do Instituto Florestal. Diário Oficial do Estado de São Paulo, Diário do Executivo, 26: 18-19.
São Paulo (Estado). 1970c. Decreto Estadual de 17 de agosto de 1970. Autoriza a transferência de duas glebas de terra, da administração do Instituto Florestal, da Secretaria da Agricultura, para a administração do Instituto de Botânica, da mesma Secretaria, para construção de Estação Experimental e Biológica de Moji-Guaçu. Diário Oficial do Estado de São Paulo, Diário do Executivo, 153: 25.
São Paulo (Estado). 1984. Decreto Estadual nº 22.336 de 7 de junho de 1984. Cria a Estação Ecológica de Moji-Guaçu e dá providências correlatas. Diário Oficial do Estado de São Paulo, Poder Executivo, 94(108): 2.
São Paulo (Estado). 1986. Decreto Estadual nº 24.714 de 7 de fevereiro de 1986. Reorganiza a Divisão do Jardim Botânico de São Paulo, do Instituto de Botâica, da Coordenadoria da Pesquisa de Recursos Naturais, da Secretaria de Agricultura e Abastecimento, e dá providências correlatas. Diário Oficial do Estado de São Paulo, Poder Executivo, 96(28): 2.
São Paulo (Estado). 2009. Decreto Estadual nº 55.165 de 14 de dezembro de 2009. Reorganiza o Instituto de Botânica – IBt, da Secretaria do Meio Ambiente, e dá providências correlatas. Diário Oficial do Estado de São Paulo, Poder Executivo, 119(233): 4-7.
São Paulo (Estado). 2016a. Resolução SMA nº 10 de 22 de janeiro de 2016. Aprova o plano de manejo integrado da Reserva Biológica e da Estação Ecológica de Mogi Guaçu. Diário Oficial do Estado de São Paulo, Poder Executivo, 126(16): 57.
São Paulo (Estado). 2016b. Resolução SMA nº 57 de 5 de junho de 2016. Publica segunda revisão da lista oficial das espécies da flora ameaçadas de extinção no Estado de São Paulo. Diário Oficial do Estado de São Paulo, Poder Executivo, 126(120): 55-57.
São Paulo (Estado). 2018. Decreto nº 63.853 de 27 de novembro de 2018. Declara as espécies da fauna silvestre no Estado de São Paulo regionalmente extintas, as ameaçadas de extinção, as quase ameaçadas e as com dados insuficientes para avaliação, e dá outras providências. Diário Oficial do Estado de São Paulo, Poder Executivo, 128(221): 1-11.
São Paulo (Estado). 2020a. Lei Estadual nº 17.293 de 15 de outubro de 2020. Estabelece medidas voltadas ao ajuste fiscal e ao equilíbrio das contas públicas e dá providências correlatas. Diário Oficial do Estado de São Paulo, Poder Executivo, 130(205): 1-6.
São Paulo (Estado). 2020b. Decreto Estadual nº 65.274 de 26 de outubro de 2020. Altera a redação do Decreto nº 51.453, de 29 de dezembro de 2006, que cria o Sistema Estadual de Florestas – SIEFLOR e dá providências correlatas. Diário Oficial do Estado de São Paulo, Poder Executivo, 130(212): 1.
São Paulo (Estado). 2021. Decreto nº 65.796 de16 de junho de 2021. Reorganiza, sob a denominação de Instituto de Pesquisas Ambientais, as unidades que específica da Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente e dá providências correlatas. Diário Oficial do Estado de São Paulo, Poder Executivo, 131(116): 1-5.
Souza FAZ. 2020. Gestão de unidades de conservação da natureza no estado de São Paulo: a influência do arranjo institucional nas ações governamentais. Tese de Doutorado, Universidade Estadual de Campinas, Campinas.
Souza FAZ, Dutra-Lutgens H, Paula GCR, Oliveira RCR, Giudice Neto J, Arzolla FARDP. 2023. Diagnóstico da desestruturação da pesquisa científica ambiental e do Sistema de áreas protegidas no estado de São Paulo, Brasil. Campinas: Pontes Editores. 130p.
Struffaldi-de Vuono Y, Batista EA, Barbosa LM. 1982. Reserva Biológica de Mogi-Guaçu. Silvicultura em São Paulo, 16(1): 548-558.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2026 Revista do Instituto Florestal

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.












