DESEMPENHO SILVICULTURAL DE ESPÉCIES DA FLORESTA ESTACIONAL SEMIDECIDUAL CULTIVADAS EM ARBORETO, JAÚ – SP, BRASIL
DOI:
https://doi.org/10.24278/rif.2026.38e995Palavras-chave:
Espécies Arbóreas da Mata Atlântica, Silvicultura de nativas, Potencial madeireiroResumo
A produção madeireira a partir de espécies nativas do Brasil carece de informações silviculturais sistematizadas. Nesse sentido este estudo objetivou monitorar o crescimento em altura, o diâmetro à altura do peito - DAP e a qualidade do fuste de dez espécies arbóreas com potencial madeireiro, nativas da Mata Atlântica, algumas também com ocorrência no Cerrado, ao longo de seis anos, e correlacionar essas variáveis com a frequência de podas de condução realizadas nos primeiros 30 meses. A metodologia consistiu no monitoramento dendrométrico de 96 indivíduos em um arboreto em Jaú - SP, por 72 meses, obtendo-se o Incremento Periódico Anual (IPA) das variáveis de crescimento. A qualidade do fuste (retidão e bifurcação) foi avaliada por notas (1-5). Os dados foram analisados por Modelos Lineares Generalizados (GLM) e Correlação de Spearman. Astronium urundeuva (Aroeira) apresentou o maior IPA em altura, enquanto Cedrela fissilis (Cedro-rosa) obteve o maior IPA em DAP, e Cordia trichotoma (Louro-pardo) apresentou a melhor qualidade de fuste. Houve correlação negativa significativa entre frequência de podas de condução, crescimento e qualidade do fuste. As espécies A. urundeuva, C. fissilis e C. trichotoma apresentaram bom potencial silvicultural inicial para produção de madeira. O trabalho reforça a importância do melhoramento genético de espécies nativas, através da seleção de indivíduos com boa conformação natural, para reduzir a necessidade de manejos de poda e mitigar os impactos negativos dessas intervenções sobre o crescimento, tornando a produção de madeira nativa mais eficiente e economicamente viável.
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